A Arte em O Violinista que Veio do Mar

Hoje falarei para você de um filme diferente, bem diferente. Poucos, pouquíssimos mesmo o conhece, ou já ouviu falar, ou mesmo já assistiu. Mas creio que embora desconhecido, ao assistir, os apaixonados pelo amor, amarão de verdade.


Trata-se de um filme produzido na Inglaterra. Esse detalhe já o torna interessante, pelo fato de mudarmos um pouco daquela visão que estamos habituados: ver a vida segundo os filmes estadunidenses. Nada contra. Apenas, uma pequena mudança de rotina.

O filme tem seu título original Ladies in Lavender. Recebeu tradução para português como "O Violinista que veio do Mar". Sugestivo esse nome, não acha? Já de início você poderá ser envolvido no mistério, na curiosidade, e até mesmo, já sentir um ar de romantismo pairando sobre o ar, aliás, sobre o filme!

De fato, é um drama romântico, e misterioso não deixa de ser. Passa-se uma história de um amor proibido, mas mais intocável. Um amor reprimido, ardentemente desejado, mas perigoso demais aos olhos da atual sociedade. Aqui, não faço uma crítica à sociedade, mas sim, falo da visão que nos é passado ao assistir o Violinista que veio do Mar.

Os principais atores são duas senhoras, um jovem músico e uma jovem pintora. O filme inicia-se com uma cena protagonizada pelas duas senhoras - Ursula e Maggie. A cena é relaxante, com uma trilha ao piano e uma paisagem da praia digna de um belo retrato, ou melhor, de uma bela foto.

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O motivo do nome reflete o fato de que numa noite em que as ondas do mar se agitam incansavelmente, surge entre elas um desconhecido, vindo do além mesmo. O desconhecido é um violinista que amanhece na praia da casa das duas senhoras.

Ao que bem parece, a chegada de um músico violinista estrangeiro e que não fala o idioma local -  o inglês -, pode ser uma grande e prazerosa surpresa. No entanto, os ânimos que surge, ou melhor, o amor que nasce, ou desabrocha, pode tornar, por incrível que pareça, um motivo para tirar a paz que já reina anos e anos nas vidas de Ursula e Maggie.

O longa, filmado em uma vila bem simples do norte da Inglaterra, tem ar de antigo: carros de época e vestimentas tradicionais, mas bem ao estilo passado. Esse detalhe é interessante à medida em que se pretende transmitir a ideia de que não importa o tempo, o lugar e as pessoas, a gratidão e o amor sempre estarão presente no coração de um e de outro.

A cada dia que passa, a cada novo acontecimento, a vida daquelas duas senhoras, bem como de outras pessoas, cito em especial a jovem pintora, vai se modificando. Cabe a cada um de nós analisar, se para melhor ou não.

É em um desses acontecimentos, em especial quando o violinista que veio do mar toca em um violino emprestado, que o amor e a admiração cresce. Vale ressaltar que o músico faz um papel de dublagem, quando na verdade por trás está o violinista Joshua Bell.

O Violinista que veio do Mar é, além de um filme, um show de arte. Não posso deixar de citar a trilha sonora: clássicos misturados com virtuosismos violinísticos; sons de pianos e clarinetes entoando melodias dignas de infinitos aplausos.

Além da música, a pintura também se salta. As festas, as músicas populares, as danças, os trajes, a paisagem que valoriza o mar, as ondas, o soar das ondas, o canto dos pássaros, o verde e o colorido das flores e das rosas.

Assistir ao filme O Violinista que veio do Mar é o mesmo que ser convidado para o show da Arte. E Não é à toa que nos últimos minutos todos param para ouvir, para sentir a pureza, a delicadeza, a necessiadde da arte em nossas vidas. Arte pura. Arte verdadeira.

E o filme termina onde começa. Assista.

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A Sinfonia de Leonardo da Vinci
La Bourrée de Michael Praetorius

Diretor: Charles Dance
Elenco: Judi Dench, Maggie Smith, Daniel Bruhl, Natasha McElhone, Miriam Margolyes, David Warner
Lançamento: 2009
Origem: Inglaterra e Estados Unidos

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